domingo, 13 de julho de 2014

Reflexão do texto: “O modelo dos modelos”

Reflexão do texto:

“O modelo dos modelos”
Italo Calvino.


            Ao praticar a leitura do texto: “O modelo dos modelos” de Italo Calvino, nos atentou em como estamos exercitando nosso questionamento em relação a nossos pensamentos e atitudes já construídas em cima de experiências vista e vividas.
            Ascendeu em nos, com atitudes e pensamentos de modelos pré existentes, uma visão de que nada sabemos, e a própria leitura nos permite questionar os nossos fazeres e saberes, nos alerta para a importância de não fixarmos em modelos únicos, prontos e acabados, que trabalhamos com seres únicos, e os modelos servem como base para questionarmos, e, fazer sempre um melhor, e depois questionarmos o que fizemos, e tentar buscar onde poderemos fazer melhor, preocupando sempre a quem fazer, como fazer e respeitar a individualidade para quem se faz.
            Nos que trabalhamos diretamente com o AEE (Atendimento Educacional Especializado), mais do que qualquer outro profissional abrangemos uma clientela mais que especial, uma clientela que necessita de pessoas com visão para suas particularidades, suas habilidades e potencialidades, e depois sim, suas limitações e deficiências. Sendo assim devemos ser os responsáveis em valorizar sua individualidade e extrair possibilidades inúmeras para alcançar um desenvolvimento do nosso aluno.


sábado, 14 de junho de 2014






Deficiência múltipla

Definição e informações sobre surdocegueira

As pessoas portadoras de deficiência múltipla são aquelas afetadas em duas ou mais áreas, caracterizando uma associação entre diferentes deficiências, com possibilidades bastante amplas de combinações. Um exemplo seriam as pessoas que têm deficiência mental e física. A múltipla deficiência é uma situação grave e, felizmente, sua presença na população geral é menor, em termos numéricos. Hoje com o avanço nos estudos e de estudiosos preocupamos em encontrar as possibilidades e habilidades que a criança apresenta e quais são as suas necessidades, ao invés de ressaltar suas dificuldades e limites.
A família deve apresentar a estas crianças por meio de estimulo precoce, um meio de manter contato, e o melhor deste vem pelo toque afetivo, onde sentira que é amado e bem vindo, assim percebera a presença do adulto e o cuidado que o mesmo tem com ele(criança).
A pessoa com surdocegueira, que combinam as deficiências auditiva e visual, não pode ser comparada com um surdo nem com um cego, pois a pessoa com cegueira e a pessoa surda utilizam seus sentidos de forma complementar: a pessoa com deficiência visual trabalha mais sua audição e a pessoa surda conta mais com sua visão, No caso da surdocegueira, esta complementação não acontece, é uma outra deficiência. É por esta razão que escrevemos esta deficiência com uma só palavra, "surdocegueira".
As causas da surdocegueira podem ser:
  • acidentes graves;
  • síndrome de Usher (as manifestações clínicas desta síndrome de origem genética incluem a surdez, que se manifesta logo no início da vida e a perda visual que ocorre, geralmente, mais tarde);
  • surdocegueira congênita, resultante de doenças como a rubéola ou de nascimentos prematuros.
É difícil imaginar como uma pessoa surdocega se comunica, mas isso é possível. Os surdocegos possuem diversas formas para se comunicar com as outras pessoas.



Também é possível para o surdocego escrever na mão de seu intérprete, utilizando o alfabeto manual dos surdos, soletrando as palavras ou ele pode redigir suas mensagens em sistema braile.

A LIBRAS, Língua Brasileira de Sinais, desenvolvida para a educação dos surdos, pode ser adaptada aos surdocegos, utilizando-se o tato. Colocando a mão sobre a boca e o pescoço de um intérprete, a pessoa com surdocegueira pode sentir a vibração de sua voz e entender o que está sendo dito. Esse método de comunicação é chamado de Tadoma.









domingo, 8 de junho de 2014

COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA – RECURSOS E ESTRATEGIAS EM BAIXA TECNOLOGIA PARA APOIAR O ALUNO COM TEA (TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA)






COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA – RECURSOS E ESTRATEGIAS EM BAIXA TECNOLOGIA PARA APOIAR O ALUNO COM TEA (TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA)

                  A área da tecnologia assistiva que se destina especificamente à ampliação de habilidades de comunicação é denominada de Comunicação Alternativa (CA). A comunicação alternativa destina-se a pessoas sem fala ou sem escrita funcional ou em defasagem entre sua necessidade comunicativa e sua habilidade de falar e/ou escrever.
                 A CA pode acontecer sem auxílios externos e, neste caso, ela valoriza a expressão do sujeito, a partir de outros canais de comunicação diferentes da fala: gestos, sons, expressões faciais e corporais podem ser utilizados e identificados socialmente para manifestar desejos, necessidades, opiniões, posicionamentos, tais como: sim, não, olá, tchau, banheiro, estou bem, sinto dor, quero (determinada coisa para a qual estou apontando), estou com fome e outros conteúdos de comunicação necessários no cotidiano.
                    Com o objetivo de ampliar ainda mais o repertório comunicativo que envolve habilidades de expressão e compreensão, são organizados e construídos auxílios externos como cartões de comunicação, pranchas de comunicação, pranchas alfabéticas e de palavras, vocalizadores ou o próprio computador que, por meio de software específico, pode tornar-se uma ferramenta poderosa de voz e comunicação. Os recursos de comunicação de cada pessoa são construídos de forma totalmente personalizada e levam em consideração várias características que atendem às necessidades deste usuário.
                    1 – as habilidades físicas do usuário
                 2 – as habilidades cognitivas
                 3 – o local onde a criança se encontra
                 4 – com quem o sistema será utilizado
                 5 – com qual objetivo esta comunicação alternativa será utilizada, ensino em sala de aula regular, SRM, atividades da vida diária, etc.
                 Em mãos com as respostas das perguntas acima, o professor de AEE saberá qual recurso será mais viável para cada atividade a ser desenvolvida, lembrando sempre da flexibilidade necessária, pois cada aluno é único.





Descrição de imagem:
A imagem apresenta vários cartões de comunicação com símbolos gráficos representativos de mensagens. Os cartões estão organizados por categorias de símbolos e cada categoria se distingue por apresentar uma cor de moldura diferente: cor de rosa são os cumprimentos e demais expressões sociais, (visualiza-se o símbolo "tchau"); amarelo são os sujeitos, (visualiza-se o símbolo "mãe"); verde são os verbos (visualiza-se o símbolo "desenhar") ; laranja são os substantivos (visualiza-se o símbolo "perna"), azuis são os adjetivos (visualiza-se o símbolo "gostoso") e branco são símbolos diversos que não se enquadram nas categorias anteriormente citadas (visualiza-se o símbolo "fora").


 O LiVox é o primeiro sistema de comunicação alternativa para tablets totalmente em português do mundo! Desenvolvido por Carlos Pereira na Reamo Beike, o sistema tem ajudado pacientes que não conseguem se comunicar a viverem uma vida mais digna e significativa.

   Esse programa certamente ajudará muitas pessoas como autistas

sábado, 29 de março de 2014

AEE_PS

As discussões e estudos realizados em torno da Educação da Pessoa com Surdez mostra-nos um desafio constante, apesar de conseguirmos visualizar avanços alcançados e alguns desafios superados ainda temos muito que aprender e superar.
                 De acordo com a história, a educação das pessoas com surdez foi influenciada por três tendências: a Oralista, a Comunicação Total e o Bilingüismo.
 Conforme Damázio (2007), o AEE envolve três momentos didáticos-pedagógicos:
                                     Atendimento Educacional Especializado em LIBRAS;
                                      Atendimento Educacional Especializado de LIBRAS;
                                      Atendimento Educacional de Língua Portuguesa.

                  As escolas tanto regulares ou especiais utilizavam a tendência Oralista, procedendo com o ensinamento da língua dos ouvintes a pessoa surda, não ajuizando a linguagem de sinais, possibilitando o uso da voz e da leitura labial, tanto na vida social, como na escola.
                 A abordagem educacional da Comunicação Total aceitava todo recurso possível para a comunicação: textos orais e escritos, linguagem gestual e visual, como a tendência anterior ésta também não considerava a linguagem de sinais, não atingindo resultados satisfatórios, pois normalizaram as diferenças dessas pessoas e centralizaram os processos educacionais na visão da reabilitação e na naturalização biológica.
                O Bilingüismo por sua vez, tem como objetivo ensinar a pessoa com surdez a utilizar as duas línguas para se comunicar: a Libras e a Língua Portuguesa na escola e na sociedade. Esta tendência é a que mais se apõe às necessidades do aluno com surdez, pois respeita a língua natural do aluno e colabora para sua aproximação de um ambiente favorável para sua aprendizagem escolar e seu desenvolvimento cognitivo.
Nos trabalhos educacionais com visão inclusiva, o bilingüismo é encarado como uma forma de expressão do aluno com surdez, da maneira que achar melhor, dando a PS liberdade de utilizar a língua que desejar, efetivando seu lugar na sociedade e no seu aprendizado. A proposta da educação bilíngüe de acordo com o Decreto 5626, de 5 de dezembro de 2005, propõe uma educação bilíngüe pautada na organização da prática pedagógica na escola comum, na sala de aula comum e no AEE, ou seja garante o acesso as duas línguas de forma simultânea no ambiente escolar.
                 Compete às escolas inclusivas se organizarem de forma a promover no ambiente escolar práticas pedagógicas inclusivas. O AEE tem como um dos seus objetivos, acompanhar e dar subsídios para a efetivação deste processo. 





domingo, 1 de dezembro de 2013

Audiodescrição

AUDIODESCRIÇÃO NA CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

A contação de histórias é uma atividade que encanta crianças e adultos, pois permite uma viagem ao mundo da fantasia e da magia; incentiva a formação de leitores, amplia a visão de mundo e resgata memórias da infância. Quem não se lembra da querida Dona Baratinha que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?  Chapeuzinho Vermelho, menina teimosa que contrariando as ordens da mãe segue pelo caminho da floresta?
Ouvir histórias e poder transportar-se para o reino do faz de conta, encontrar-se com os personagens, entrar nos cenários onde as histórias acontecem perceber detalhes, encantar-se pelo colorido das páginas dos livros, com as feições delicadas ou grosseiras dos personagens, saber como estão vestidos e poder trazê-los para o cotidiano, tudo isso pode e deve ser possível para todos os públicos e não somente para as pessoas que enxergam. Também as pessoas com deficiência visual apreciam escutar histórias e conhecer detalhes de figurino, cenário e objetos que, muitas vezes, são utilizados durante a contação e que estão presentes nos livros de histórias, sempre, ricamente ilustrados. 
Para isso, os contadores precisam transformar as imagens de suas histórias e todos os outros recursos visuais que utilizam durante a contação em palavras. Precisam conhecer a audiodescrição, um recurso de acessibilidade que amplia o entendimento das pessoas com deficiência visual em eventos culturais (peças de teatro, programas de TV, exposições, mostras, musicais, óperas, desfiles, espetáculos de dança), turísticos (passeios, visitas), esportivos (jogos, lutas, competições), acadêmicos (palestras, seminários, congressos, aulas, feiras de ciências, experimentos científicos, histórias) e outros, por meio de informação sonora. Transforma o visual em verbal, abrindo possibilidades maiores de acesso à cultura e à informação, contribuindo para a inclusão cultural, social e escolar.
Na contação de histórias, a audiodescrição permitirá que as pessoas com deficiência visual construam imagens mentais, e que literalmente visualizem todos os elementos que fazem parte da história. As ilustrações são impregnadas de significados e traduzi-las em palavras completa o próprio texto, traz mais cores e encantamento para a história. Chamar a atenção de todos e não somente das pessoas com deficiência visual, usando mais elementos descritivos durante a contação, certamente, será um diferencial para quem participa da atividade.
Pessoas sem deficiência que assistem a algum evento ou espetáculo com audiodescrição afirmam que o recurso aumenta a compreensão, mostra e desvela detalhes que passariam despercebidos. Pessoas com deficiência visual que perderam a visão depois de adultos afirmam que a audiodescrição devolve o prazer de assistir a espetáculos audiovisuais. E para aquelas que já nasceram cegas, o recurso abre janelas e permite um conhecimento maior de mundo.
Para os audiodescritores, a audiodescrição aumenta a fluência verbal, o senso de observação, o repertório cultural, o acervo de palavras. Também os contadores, muito poderão se beneficiar com práticas mais descritivas, pois, assim como os audiodescritores, ampliarão seu repertório lingüístico e poderão pintar com cores muito mais coloridas as suas histórias.
A elaboração de um roteiro com a verbalização do visual ajuda a caracterizar personagens, a buscar vocabulário, as palavras certas para descrever aquele moço alto, de cabelos pretos ondulados, penteados para trás, vestindo casaco longo cinza chumbo sobre camisa branca de gola pontuda, calça preta bem justa com riscas douradas, e botas pretas até os joelhos.  E buscar mais e mais palavras para descrever cenários, cores e texturas, grama verdinha e árvores frondosas; cavalos, camelos e dragões.
Em espetáculos como peças de teatro, óperas, musicais, shows e outros, a caracterização física de personagens, cenários, figurinos, movimentos, expressões faciais, entrada e saída em cena e as próprias ações, tudo isso é verbalizado em roteiros previamente elaborados e chega até a pessoa com deficiência visual por meio de fones de ouvido. Para isso, são utilizados os mesmos equipamentos da tradução simultânea: retransmissores e fones de ouvido. O audiodescritor fica dentro de uma cabine, seguindo um roteiro previamente elaborado, e as pessoas com deficiência visual na plateia com fones, o que não interfere nem atrapalha outros espectadores, como acontece quando alguém fica falando durante o espetáculo. Já em filmes, documentários, programas de TV, comerciais, vídeo clipes, a trilha de audiodescrição poderá ser gravada e mixada ao som original.
Na contação de histórias, é possível contar com a presença de um audiodescritor para traduzir todos os elementos visuais. Entretanto se o próprio contador, ciente da necessidade de fazer chegar a sua arte também a outros públicos, ele mesmo puder inserir a descrição para complementar a sua história, isso será ainda mais rico e proveitoso. Dona Baratinha, com seu vestido amarelo de bolas vermelhas, cabelos repartidos ao meio com cachinhos presos com fita vermelha, perfumando-se diante da janela aberta, a espera de seu pretendente, ganhará mais vida e habitará com muito mais força o imaginário de crianças com deficiência visual e também das crianças que enxergam. Nos audiolivros de histórias, a audiodescrição será essencial e transformará todas as imagens em palavras. Não há como não usar o recurso e adiar o acesso ao mundo imagético para tantos!!!
Convido, portanto, os contadores a experimentarem a emoção de transformar o visual em verbal, tornando suas histórias e sua maravilhosa arte acessíveis a crianças e adultos com deficiência visual.

sábado, 9 de novembro de 2013

Atividades de AEE para DI

Trabalhar com de jogos de Sequência Lógica é uma maneira divertida e eficaz para estimular as crianças com DI. Desta forma estaremos estimulando o raciocínio lógico, a memória, a coordenação motora e os limites.
         Com esta atividade o professor deverá mostrar, indicar a sequência a seguir seguida e sempre verificar de maneira apropriada se a criança/aluno esta seguindo corretamente e sempre que não estiver, chamar sua atenção para o lugar onde colocou a peça errada.