As discussões e
estudos realizados em torno da Educação da Pessoa com Surdez mostra-nos um
desafio constante, apesar de conseguirmos visualizar avanços alcançados e
alguns desafios superados ainda temos muito que aprender e superar.
De acordo com a história, a
educação das pessoas com surdez foi influenciada por três tendências: a
Oralista, a Comunicação Total e o Bilingüismo.
Conforme Damázio (2007), o AEE
envolve três momentos didáticos-pedagógicos:
Atendimento
Educacional Especializado em LIBRAS;
Atendimento Educacional Especializado de LIBRAS;
Atendimento Educacional de Língua Portuguesa.
As escolas tanto regulares ou especiais utilizavam a tendência Oralista, procedendo com o ensinamento da língua dos ouvintes a pessoa surda, não ajuizando a linguagem de sinais, possibilitando o uso da voz e da leitura labial, tanto na vida social, como na escola.
A abordagem educacional da Comunicação Total aceitava todo recurso possível para a comunicação: textos orais e escritos, linguagem gestual e visual, como a tendência anterior ésta também não considerava a linguagem de sinais, não atingindo resultados satisfatórios, pois normalizaram as diferenças dessas pessoas e centralizaram os processos educacionais na visão da reabilitação e na naturalização biológica.
O Bilingüismo por sua vez, tem como objetivo ensinar a pessoa com surdez a utilizar as duas línguas para se comunicar: a Libras e a Língua Portuguesa na escola e na sociedade. Esta tendência é a que mais se apõe às necessidades do aluno com surdez, pois respeita a língua natural do aluno e colabora para sua aproximação de um ambiente favorável para sua aprendizagem escolar e seu desenvolvimento cognitivo.
Nos trabalhos educacionais com visão inclusiva, o bilingüismo é encarado como uma forma de expressão do aluno com surdez, da maneira que achar melhor, dando a PS liberdade de utilizar a língua que desejar, efetivando seu lugar na sociedade e no seu aprendizado. A proposta da educação bilíngüe de acordo com o Decreto 5626, de 5 de dezembro de 2005, propõe uma educação bilíngüe pautada na organização da prática pedagógica na escola comum, na sala de aula comum e no AEE, ou seja garante o acesso as duas línguas de forma simultânea no ambiente escolar.
Compete às escolas inclusivas se organizarem de forma a promover no ambiente escolar práticas pedagógicas inclusivas. O AEE tem como um dos seus objetivos, acompanhar e dar subsídios para a efetivação deste processo.
